pílulas de absurdol #28

Não dá pra dizer que o Estado de direito brasileiro “acabou”, como tantos têm dito, pq na real ele nem começou.

Pra quem não pode contratar serviços advocatícios de sete (ou mais) dígitos, o Estado de direito brasileiro é, desde sempre, isso aí: um cidadão preso por PORTE DE PINHO SOL sendo condenado a ONZE ANOS de cadeia com base na palavra dos PMs que o prenderam.

Vamos falar de crime de responsabilidade?

vida!

Para além do consumismo e do feriadão, o que têm a ver um Coelho, ovos de chocolate e um pregador andarilho sendo morto pelo Estado como criminoso político e ressuscitando dois dias depois?

O sentido comum dos três elementos é a vida se renovando e vencendo a morte.

Que nunca percamos a esperança nessa vitória da vida sobre a morte.

indagações #003 – sobre o tempo

01 inquietação:

Mais alguém acha que não faz sentido nenhum a gente fazer balanço de “100 dias de governo”? Nossa contagem do tempo sempre é feita com base em 60, 24, 7, 30, 12. Temos QUINZEnas, BImestres, TRImestres, SEmestres. Não usamos o sistema decimal pra marcar o tempo.

Não tem por que tratar 100 dias como um marco temporal.

pílulas de absurdol #25

Pra não dizer que os protestos populares contra os pacotes de Sartori não tiveram efeito sobre a Assembleia Legislativa, observo que o Parlamento investiu num aparato pra dificultar o acesso de pessoas ao prédio: uma pesada porta giratória, catracas e necessidade de cadastro de visitantes na portaria.

pílulas de absurdol #26

Servidores são atacados com bombas pela Polícia Militar de Sartori em Cachoeirinha.

Como a imprensa da Província noticia o caso? “Servidores e BM entram em confronto”.

Conceito de “entrar em confronto” com que os jornais trabalham: policiais treinados, com pistolas na cintura, vestindo colete e capacete e portando escudos disparam bombas contra pessoas de tênis, calça jeans e camiseta, desarmadas. E, se um ou outro revida, é derrubando um gradil ou juntando no chão uma pedra para jogar.

P.S: Como a imprensa também gosta de trabalhar com noções de comparação, sigo aguardando matéria mostrando quantos professores poderiam ser pagos em dia com a grana preta que Sartori e Schirmer gastam em armamento para uso exclusivo contra manifestantes.