julgamento dilmer

O julgamento da chapa Dilmer é um daqueles casos em que TODAS as partes tão pela chicana: quem julga, quem entrou com a ação, a ré e o réu.

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Gestor

Caímos, os críticos de Doria, na ilusão de contrapor seu discurso e marketing de “gestor” com sua prática de violador de direitos civis e comandante de atrocidades como as da última semana.

Mas isso é um erro nosso: não há dicotomia alguma. Para a base social de Doria, o que se espera de um gestor é justamente que esteja disposto a revogar liberdades individuais, roubar cobertor de mendigo e derrubar um prédio com gente dentro – desde que seja gente que eles não considerem gente. O ~gestor~ ideal é um monstro assim mesmo.

máximas #015 – direitos humanos para humanos

Bolsonarinhos pelo Brasil afora adotaram há tempo o mantra “Direitos humanos defendem bandido”.

Mas “defendem” de quê? De ser preso? Não. De ser julgado? Não. Os direitos humanos não impedem a punição na forma da lei; apenas tentam (tentam) evitar a tortura, o assassinato, o estupro etc de suspeitos sob custódia do Estado. Logo, quem se autodenomina ~cidadão de bem~ e vocifera contra “osdireitosumano” não está clamando por Justiça, mas sim por VINGANÇA. Que é algo que decidimos deixar pra trás quando inventamos aquela utopia chamada Estado de direito.

É pedir demais querer que os Bolsonarinhos desse país aceitem os direitos humanos por altruísmo. Mas é razoável pedir-lhes que o façam por interesse próprio: numa sociedade com leis, ninguém está livre de ser eventualmente preso, mesmo que por engano. Se isso acontecer a mim ou a você, desejaremos ardentemente que os nossos carcereiros e interrogadores sejam veementes defensores dos princípios dos direitos humanos.

máximas #014

Maria Joana, certeira:

“Aos amigos malandros, serelepes e muito espertos que ainda insistem em ‘se diz de esquerda mas não vive sem o iPhone’: fim de ano é uma boa época para dar um belo exemplo de COERÊNCIA, seguindo essa lógica bisonha que lhes parece brilhante, e abrir mão de férias, décimo terceiro salário e mais um monte de conquistas desses trabalhadores socialistas grevistas mucho revolts”

máximas #013

Acho que estamos confundindo um pouco as coisas: relativizar mortes é uma coisa, situar o terrorismo em um contexto amplo é outra.

Uma pessoa pode achar o ataque ao Charlie Hebdo injustificável em qualquer cenário e ainda assim falar sobre imperialismo, colonialismo, religião e dominação econômico-cultural. Uma coisa não exclui a outra.