pílulas de absurdol #25

Pra não dizer que os protestos populares contra os pacotes de Sartori não tiveram efeito sobre a Assembleia Legislativa, observo que o Parlamento investiu num aparato pra dificultar o acesso de pessoas ao prédio: uma pesada porta giratória, catracas e necessidade de cadastro de visitantes na portaria.

pílulas de absurdol #26

Servidores são atacados com bombas pela Polícia Militar de Sartori em Cachoeirinha.

Como a imprensa da Província noticia o caso? “Servidores e BM entram em confronto”.

Conceito de “entrar em confronto” com que os jornais trabalham: policiais treinados, com pistolas na cintura, vestindo colete e capacete e portando escudos disparam bombas contra pessoas de tênis, calça jeans e camiseta, desarmadas. E, se um ou outro revida, é derrubando um gradil ou juntando no chão uma pedra para jogar.

P.S: Como a imprensa também gosta de trabalhar com noções de comparação, sigo aguardando matéria mostrando quantos professores poderiam ser pagos em dia com a grana preta que Sartori e Schirmer gastam em armamento para uso exclusivo contra manifestantes.

Aula de política

Programa da Namaria passando na TV da sala de espera do consultório médico.

Primeiro, rola matéria sobre uma modelo de 72 anos que impressiona pela jovialidade e beleza. Depois, Namaria apresenta projeções que dizem que em dois mil e sei lá quanto teremos uma população idosa. Em seguida, matéria sobre como envelhecer sendo ativo e produtivo, com o famigerado ~especialista~ dizendo que “muita gente atinge o pico da produtividade com 60, 70 anos”. Depois, entra Glória Maria dizendo como é bom trabalhar até a morte.

Na pauta do Congresso, a reforma da Previdência.

Nem pra marqueteiro serve

Doria, pelo menos, aparece nas fotinhos populistas arregaçando as mangas e cumprindo pessoalmente alguma tarefa braçal.

Seu genérico porto-alegrense não consegue nem ser um bom imitador e aparece, no máximo, de pé ao lado de outro homem branco bem vestido, mandando duas funcionárias uniformizadas do DMLU limparem uma parede.

“Quero posar de gestorzão comprometido e envolvido, mas tudo tem limite. Pegar no batente é demais pra mim”.