Me deixa votar nulo em paz, pô

Hoje, a Rosane de Oliveira publicou um abre sobre o voto nulo com o título “Quem se omite dá aval ao prefeito eleito”.

Rosane, permita-me dizer que, pelas regras do nosso sistema, TODOS dão aval ao prefeito eleito: quem vota nele, quem vota no adversário, quem vota em branco, quem vota nulo e até quem não vota. Todos que participam do pleito, mesmo que participem não participando, concordam que o mais votado ocupará o cargo (quer dizer, nem todos concordam, como o biênio 2015-2016 nos mostrou, néam).

O voto nulo é uma opção política tão legítima quanto qualquer outra e todas as opções implicam avalizar o eleito. Mas não votar em ninguém pode, sim, pelo menos no plano da imagem e do discurso político, reduzir um pouco a legitimidade de um mandato, o que é um direito dos eleitores (numa cidade de 1 milhão de habitantes, um prefeito eleito com 200 mil votos tem menos bala na agulha que um eleito com 400 ou com 500 mil, se a oposição souber usar isso).1414

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acerca da acachapante derrota das esquerdas nas eleições municipais

Mea (nostra) culpa

Neste momento em que a timeline vira uma grande sessão de terapia e purgação em grupo, acrescento mais uma das razões para o recente malogro das esquerdas nas urnas: nós perdemos, entre outros motivos, porque SOMOS CHATOS PRA CARALHO.

Enquanto a direita oferece prosperidade a quem fizer por merecer (se entregam o prometido, é outra discussão), nós oferecemos… a oportunidade de passar milhares de horas participando de reuniões e plenárias intermináveis.

Acho que dá pra adivinhar quem entendeu melhor o que as pessoas querem.

o triunfo das panelas

01 observação sobre a eleição de Porto Alegre: a direita paneleira do Parcão (que alia ideário econômico soi disant liberal, negação da política tradicional e algum talento para a criação de gritos de guerra e a organização de torcidas uniformizadas) elegeu uma bancada própria, com 03 vereadores de 03 partidos diferentes.

A acompanhar.3

pílulas de absurdol #019

O debate não é sobre “teto dos gastos públicos”, mas sobre COMO o Estado gastará os recursos públicos.

Também acho que o Estado brasileiro gasta demais. Por exemplo, gasta demais com auxílio-moradia e outros penduricalhos para juízes e promotores, com polpudas verbas de gabinete, diárias e indenizações desnecessárias para parlamentares e membros dos governos de todas as esferas, com obras desnecessárias e superfaturadas que servem apenas para pagar dívidas de campanha.

E, sobretudo, gasta demais pagando juros de uma dívida que precisa ser auditada e discutida com o conjunto da população.

Em que áreas o país não gasta demais (pelo contrário, gasta pouco)? Em educação pública e em saúde pública.12

Mui espertos

Muito zuerão y lacrador fazer um santinho virtual do Mick Jagger com nome e número de urna do Crivella.

O principal efeito disso, fora as risadas e autocongratulações da galera de esquerda, é: repercutir pra milhares de pessoas o nome e o número de urna do Crivella (a.k.a. fazer campanha pro Bispo).28