Seu Adalírio, o Mercado Jacó e as Ecobags

Conheça o senhor Adalírio Holdenbaum:

Proprietário do Mercado Jacó, no bairro Higienópolis, em Porto Alegre, ele é responsável por uma bela iniciativa: a de distribuir gratuitamente, aos clientes mais assíduos, ecobags personalizadas.

As sacolas de pano, costuradas pela esposa do comerciante, custam R$ 4 a unidade. E o Seu Adalírio as dá, de graça, aos fregueses. O Grupo Wal Mart (bem maior e mais rico que o Grupo Jacó) também lançou uma campanha de ecobags (ser “verde” é cool), mas cobra R$ 2 por unidade.

A iniciativa do Seu Jacó Adalírio surgiu após um bate-papo com membros da ONG Amigos da Terra e com clientes de origem estrangeira que iam ao mercadinho portando suas próprias sacolas de pano.

E no Mercado Jacó a preocupação com o meio ambiente vai além das ecobags. Os clientes são admoestados, por avisos na parede, a não embalarem as verduras em sacos individuais. São usados cestinhos como estes:

Na balança, os produtos, depois de pesados, vão todos para o mesmo saco. Com isso, uma média de três a quatro embalagens deixam de ser utilizadas (e depois jogadas fora) a cada compra.

Adalírio Holdenbaum é um homem de visão ecológica, mas também um homem de visão comercial. Desde que a primeira remessa de sacolas de pano, de 300 unidades, foi distribuída, cerca de 40% dos clientes contemplados passaram a usá-las regularmente, o que diminuiu em quase 30% os gastos com a compra de sacolas plásticas.

Além disso, há todo o “capital espiritual” de ser reconhecido como uma empresa verde.

O Mercado Jacó prova que as sacolas ecológicas são muito mais do que uma tendência de socialites que querem parecer conscientes.

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4 comentários em “Seu Adalírio, o Mercado Jacó e as Ecobags”

  1. Muito boa a inciativa, mas não querendo ser a “do contra” gostaria de saber se o seu Jacó já descontou dos preços das mercadorias o valor que era acrescentado para cobrir os gastos com as sacolas e sacos plásticos.

    Se descontou, ótimo!

  2. Uma dúvida que eu tenho em relação a essa questão das sacolas é a seguinte:se eu parar de usar sacos plásticos para trazer as compras para casa, eu vou ter que comprá-los do mesmo jeito para embalar o lixo. Quero dizer, a mesma quantidade de sacos que uso para as compras é a que eu uso para o lixo. Comprados ou gratuitos, o impacto ambiental dá na mesma.
    Até agora não vi ninguém ensinando a embalar o lixo para coleta sem ser em sacos, nem tampouco os caminhões recolhem o lixo que não esteja adequadamente acondicionado.
    (isso aqui vai virar post lá em casa tb)
    De qualquer modo, as sacolas do rapaz são lindinhas.

  3. Camô, já ouvi esse argumento tb (minha namorada vive me repetindo).

    A questão, eu acho, não é usar sacolas para colocar o lixo x usar sacos, mas sim usar material biodegradável x usar material não-biodegradável.

    Ou as sacolas deveriam ser biodegradáveis, ou as pessoas deveriam usar sacos biodegradáveis. Custam mais acaro, eu sei, mas deveria haver algum tipo de subsídio estatal para baratear isso.

    Eu, pelo menos, comecei a comprar sacos biodegradáveis.

  4. Li todas as mensagens e com toda a sinceridade o que viram sobre as sacolas, continua funcionando até agora.
    O que deu de retorno ainda não pagou o investimento das mesmas que foram DOADAS.
    MAS A NATUREZA COM CERTEZA NOS AGRADECE.

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