Refforma ortographica no ditongo dos outros é refresco

Todo  mundo fala (quase só se fala, pois escrever ninguém mais sabe) na nova reforma ortográfica assinada pelos países lusófonos (eu sempre quis usar essa palavra). O acontecimento é destaque em vários sites e blogues, incluindo o das gurias do Diva Diz, que dá aqueles detalhes que eu tive preguiça de pesquisar…

Hoje, enquanto saboreávamos um delicioso almoço no RU da UFRGS (arroz, feijão, repolho cozido e carne de panela), falávamos nisso e na burrice (ou má-fé) de quem inventa tais modas. Pois a reforma, ao invés de simplificar o já escabroso Português, tornou-o ainda mais assustador.

Por exemplo, os hífens presentes ou ausentes e os ditongos acentuados ou não. Ao invés de padronizar de vez, no sentido de TUDO ACENTUADO/HIFENIZADO x NADA ACENTUADO/HIFENIZADO, apenas mudaram a frágil relação de regras x exceções.

Ah, e os tremas e acentos diferenciais farão muita, muita falta. Sentirei saudades.

Em tempo: quem ainda não viu precisa ver o genial post da Nova Corja que mostra como o presidente Lula “assinou” o acordo. Sim, deveras preconceituoso, mas muito, muito engraçado.

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9 comentários em “Refforma ortographica no ditongo dos outros é refresco”

  1. Ainda não tomei coragem pra olhar o conteúdo dessa reforma. Tremo de medo só de pensar que vou ficar arcaica, e que velhinha ainda vou escrever de tal modo que meus netos vão rir da minha velhice.
    Criancinha eu lia livros impressos ainda na ortografia antiga, e já achava estranho esse negócio de ficar mudando a língua por decreto. Meus erros no primário era escrever “húmido” e “cêdo”.
    Com sorte começo a faculdade de letras no ano que vem, e aí ninguém me segura: vou ser uma professoras reacionárias, como já não existem mais!

  2. Tinha de sobrar ao presidente. Se assina o acordo, vem a Nova Corja e , se não assina, é um jerico…
    Sou professor de Português ( aposentado) e não o acho escabroso. Assustador, talvez, para quem acha que aprender a “Flor do Lácio” é saber gramática. Ledo engano. Esta é apenas normativa. Professor que cobra gramática pura faz os alunos odiarem nossa língua, que é filha do latin e, por isso mesmo, extremamente completa, rica e linda. Deve ser bem falada e bem escrita. Isso se consegue lendo, lendo, lendo.. bons textos e escrevendo, escrevendo todos os dias. A ortografia é uma questão etimológica, não é com decretos que se modifica ( não há espaço aqui para maiores aprofundamentos). Acentuação não é uma questão etimológica: são regras para auxiliar na escrita e, por isso, têm de ser fruto de acordos. Acho que poderia ser bem maior a reforma. Que diferença faz o trema sobre o u de lingüiça? Alguém vai pronunciá-la diferente? Não. Em todo caso, nosso idioma é refém de linguístas extremamente conservadores que não abrem mão de seus poderes. É uma elite fechada. Falar bem e escrever bem o Português significa dominar a chamada “norma culta”, “oficial”, o que denota poder, por ser restrito. Já não se diz “errado” ou “certo” e, sim “adequado” ou não. Em todo caso, quem está matando mesmo nosso idioma escrito são os tais internautas, criando uma linguagem, aqui sim, escabrosa e assustadora.
    Nenhum idioma é algo pronto, acabado. É vivo, dinâmico. O povo que o utiliza reforma-o, com o tempo, como bem quiser. Regras não detém essa reforma ( na fala), porque na escrita ainda persiste uma norma culta. Ainda bem…

  3. As reformas vão e vêm e quem realmente precisa escrever corretamente, vai pesquisar, estudar. No dia-a-dia, não vejo por que ficar policiando quem escreve assim ou assado. Já li textos belíssimos do ponto de vista formal, mas de difícil compreensão, ao passo que um outro menos erudito é agradabilíssimo de se ler. Adequar o texto escrito ou falado à situação é mais importante que a correção gramatical. Sou professora de português, ensino gramática e estimulo meus alunos a escrever sempre. Uma coisa não exclui outra.
    abraço, garoto

  4. Denise, por isso que eu disse que já não se fala “errado” ou “certo” ( a não ser em certas circinstâncias: vestibular, etc…) e sim adequado ou inadequado. No mais, concordo contigo integralmente.

  5. Entendo que as reformas vão e vêm. Mas acho que as reformas deveriam servir para simplificar o idioma escrito, essa ferramenta, e não para deixá-lo na mesma, mudando apenas os problemas de ordem

  6. As regras de acentuação gráfica SEMPRE foram feitas para facilitar. As reformas, mais ainda. A não ser que se queira eliminá-las totalmente. Aí, é pagar para ver se vai ficar mais “simples” para nos comunicarmos através da palavra escrita. ( Eu escevi “regras de acentuação gráfica”.)

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