Aeromóvel: a alternativa esquecida

Imagem encontrada em http://www.aeromovel.com.br/

Comentando meu post sobre a necessidade de criarmos espaços livres de carros nas nossas cidades, a Camomila disse que “falta apenas honestidade. Não vejo nenhum empresário do setor viário dar as caras para oferecer uma boa proposta, nem governo nenhum falar abertamente sobre isso.

No começo da década de 80, em Porto Alegre, um empresário chamado Oskar Coester ofereceu a sua boa proposta: o Aeromóvel (site oficial|Wiki). Ele não apenas propôs, mas construiu um protótipo (o da foto acima) próximo à Usina do Gasômetro, para mostrar ao mundo que “um novo transporte é possível”.

O veículo continua lá, como um monumento à má vontade política. Um quarto de século depois da sua criação, o Aeromóvel só foi levado ligeiramente a sério pelas autoridades de Jakarta, na Indonésia.

Para a Camô, não podemos contar com os empresários na empreitada de construção de um modo de vida sustentável. Concordo, em parte. Cabe aos governos dar ao empresariado a “motivação” necessária, através de legislação e incentivos. E cabe à população (pelo menos, à população pensante) fazer com que essa demanda seja incluída na agenda governamental). Impossível? Nem tanto. Como escreveu certa vez o Cardoso, algumas decisões de alto escalão, como a escolha da vice de John McCain, são inspiradas por Deus por blogueiros insistentes.

O presidente Lula, leitor assíduo do meu humilde blogue, com certeza há de concordar.

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7 comentários em “Aeromóvel: a alternativa esquecida”

  1. Sim, sim, incentivos fiscais promovidos pelo governo, vá lá. Mas aparentemente, o sistema do jeito que está já é bastante lucrativo, então o lobby é fortíssimo no sentido de se manter o status quo.
    Em Brasília, a única atitude firme do governo foi na repressão às lotações, vans não licenciadas, caroneiros, isto é, para abafar um mercado que proliferava justamente por causa do péssimo funcionamento do sistema de ônibus.
    Do pouco que sei a respeito, a exploração de linhas de ônibus é concessão estatal, e é sabido que em todas as áreas que envolvem concessões para o funcionamento – como nos meios de comunicação – existe um mercado entre empresários e políticos, sempre em detrimento do bem comum.
    Por isso sou bastante pessimista, e como você colocou no outro post sobre ecologia, acredito que tudo depende de interesses economicos.
    Legal essa iniciativa do Oskar Coester, não conheço POA, e é uma pena que não tenha vingado. Por que será?
    Soube pelo JB que recentemente a Hitachi também ofereceu ao governo do Rio de Janeiro um projeto de monotrilho, que pela foto parece ser a mesma coisa do aeromóvel, mas não sei no que isso vai dar.
    Eu teria mais fé no futuro da humanidade se visse mais milionários bem-intencionados do que os mal-educados que andam por aí.

  2. Pois é, Kinch.

    É triste viver num país em que idéias como a de um trem magnético sejam tratadas como devaneios de figuras folclóricas.

  3. vamos falar sério – se a idéia fosse viável, em mais de 30 anos já estaria em uso em outros lugares, além do 4º mundo ( Jacarta). Se é tão bom assim, como tentam fazer acreditar, porque ninguém o usa?????
    E essas implantações, não serão feitas com base na lei 8666 – lei das licitações? É carta marcada – dinheiro público no ralo???

  4. “vamos falar sério – se a idéia fosse viável, em mais de 30 anos já estaria em uso em outros lugares, além do 4º mundo ( Jacarta).”

    O setor de transportes público de passageiros está na mão das empresas que vendem combustível fóssil, que é um item caro na planilha de custos, que por sua vez é imposta pelo Govêrno (baseada, integralmente, na planilha do GEITPO 82).

    A PETROBRAS vende ……. dã…….petróleo …… os ônibus usam ………dã ………..petróleo …….. a PETROBRAS e as EMPRESAS DE ÔNIBUS pagam ……..dã…… campanhas políticas.

    Não é apenas um lobby, é uma grande … dã …. turma com interêsses muito claros de serem, eternamente, eleitos para propor tôdas as mudanças que vocês viram acima, e NUNCA mudar nada, ou TODOS perdem a boquinha…. nunca mais serão eleitos …… dã ……. os trrrrrrabalhadorrrrrrres (do Partido Nacional-socialista dos Trabalhadores – PT), os comunistas e trabalhistas, sem esquecer os Sociais-democratas, TODOS eleitores do Lulla – llembram? – e que sabem como mamar como ninguém.

    Não se trata de tecnologias, nem de vontade política, porque no Brasil não tem política, tem interêsses acima da política.
    Veja mais abaixo a natureza dos interêsses em jôgo.

    Descobri êste diário porque estava procurando pelo Coester e esta ligação veio com a busca.

    SÓ DE SABER QUE O lulla É LEITOR me convenceu a não voltar mais. Se você não é alinhado à ….dã….. turma ….., por favor avise, que volto a visitá-lo…

    Vsite http://www.PLiber.org/ e veja porque não há política nem economia no Brasil.

    Sendo Libertário e não tendo uma ideologia, vendo o espectro político de um ponto de vista relativístico, vejo, e os Libertários vêem de modo geral, uma extrema-direita liderada pelo partido Nacional-socialista dos trabalhadores – PT, à esquerda os partidos comunistas e os trabalhistas e ao centro os capitalistas patrimonialistas e sociais-democratas.

    Você notou que estão todos juntos no govêrno?

    Você notou que o govêrno dos trabalhadores têm nacionais-socialistas e a igreja católica na presidência da república, comunistas e a igreja evangélica na vice-presidência, e que aqui é o único lugar do planêta onde êstes quatro inimigos de morte estão juntos?

    Por que será?

    Pelo dízimo da igreja e do partido?
    Pelo amor ao Povo Brasileiro?
    Pela crença teísta no Cristo proletário?

    De nosso ponto de vista, onde não podemos nos dar ao luxo de termos uma ideologia, temos de ver a big picture, o cenário todo para entender um pouco da realidade que se nos apresenta, ao invés de ver apenas aquilo que uma ideologia permite ou admite que se veja.

    “Sim, sim, incentivos fiscais promovidos pelo governo, vá lá. Mas aparentemente, o sistema do jeito que está já é bastante lucrativo, então o lobby é fortíssimo no sentido de se manter o status quo.”

    Não existem, na natureza e na economia, os tais “incentivos fiscais”, pois TUDO que um govêrno tem para investir já ERA um investimento que NÃO FOI FEITO quando o govêrno buscou na forma de impostos, e se agora, alguém, como você, diz que poderia ser investido, por exemplo, no aerotrem, então, DEVERIA ter ficado na iniciativa privada para ELA fazer o investimento.

    Como você pensa que o Coester se sente, depois de 25 anos de “incentivos” se êle, inventor, poderia ter usado o dinheiro que foi “requisitado” pelo govêrno para os tais incentivos e não pôde, justamente porque o govêrno “requisitou” o que poderia ser investimento inteligente para criar “incentivos”?

    Pergunte porquê a PETROBRAS comprou a IPIRANGA ao invés de INVESTIR OS INCENTIVOS no investimento do Coester?

    A PETROBRAS tem dinheiro para financiar, “incentivar” o flamengo…

    Mas o flamengo é importante para o País, o aerotrem não é…..dã…..porque não PAGA combustível fóssil.

    Por falar em fóssil, seria muito bom se pudéssemos simplesmente queimar alguns dos fósseis ainda em atividade política nos dias de hoje e não precisar esperar que se tornem ouro nêgro.

    E olha que tecnologia para isto não falta, a camarada Vanda tem muita tecnologia de assalto à banco, seqüestro e só Deus sabe o que mais.
    Veja em http://cristaldo.blogspot.com/2005_06_01_archive.html:

    “Segunda-feira, Junho 27, 2005

    SOLIDÁRIOS NA ESTUPIDEZ

    Estranha vocação a da Casa Civil da República durante o governo do homem mais moral e ético do Brasil, conforme se autoproclama, modestamente, Luís Inácio Lula da Silva: “ninguém nesse país tem mais autoridade moral e ética do que eu”. Das mãos do companheiro Daniel, passou para as mãos da camarada Estela. Ou das mãos do apparatchik Carlos Henrique às mãos da guerrilheira Vanda. Ou de Xexéu para Patrícia, como quisermos. Tudo codinome de dois mineiros, que em verdade se chamam Luiz Dirceu Oliveira e Silva e Dilma Roussef.

    Como curta é memória das gentes, recordemos. José Dirceu é aquele senhor que, quando presidente do PT, recebeu uma indenização de 59,4 mil reais, concedida pela Comissão de Anistia, entidade criada no governo camarada do camarada Fernando Henrique Cardoso, com o intuito específico de recompensar regiamente os marxistas que um dia quiseram transformar o país em uma grande Cuba. O singelo mimo lhe foi conferido por ter sido obrigado a abandonar o País por onze anos, no regime militar. Esta foi a versão da Comissão.

    Em verdade, o companheiro Daniel – ou Carlos Henrique – era membro do grupo terrorista MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) e recebeu treinamento de guerrilha em Cuba. Não foi obrigado a sair do país. Saiu porque quis e à la française. Preso por sua participação em grupos de luta armada, foi trocado pelo embaixador americano Charles Elbrick, seqüestrado por outro grupo terrorista, o MR-8.

    O homem que o homem mais moral e ético do Brasil escolheu para chefiar a Casa Civil, além de escapar da prisão à qual fora legalmente condenado, mediante outro crime – um seqüestro – envolveu-se ano passado em um esquema de corrupção que gerou a chamada CPI dos Bingos, devidamente sepultada pelo fiel escudeiro José Sarney, ressuscitada na semana passada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e ressepultada na mesma semana por acordo de bancadas. Hoje, mesmo destituído de seu poder no Planalto, Zé Dirceu volta ao Congresso como deputado para gabar-se de jamais ter tido problemas com a Justiça.

    Envolvido em escândalo ainda mais vultoso que o dos bingos, o escândalo do chamado mensalão, o companheiro Daniel foi destituído de seu cargo pelo homem mais moral e ético do Brasil. Este mesmo homem que, por ocasião das denúncias contra o ministro Romero Jucá, da Previdência, e contra Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirmava urbi et “globi” que não seria pautado por manchetes de jornais nem demitiria funcionários sem sentença passada em julgado. Mal eram decorridas 48 horas da ordem de Roberto Jefferson – “saí daí, Zé, rápido” – Zé já saía. Sair por quê? Afinal, não havia sequer sido indiciado por crime algum, nem havia sentença alguma passada em julgado.

    Desta vez o caldo deve ter sido mais grosso. Sem provas nenhuma em mãos, o presidente do PTB acusou o chefe da Casa Civil de chefiar um esquema de corrupção. A cúpula do PT falou em denúncias vazias e acusações sem provas. Ora, se as denúncias eram vazias e as acusações sem provas, por que o homem mais moral e ético do Brasil aceitou rapidinho a demissão do homem mais poderoso de seu governo? Vai ver que provas existem.

    Após entregar a cabeça do companheiro Daniel, que faz o homem mais moral e ético da nação? Chama para chefe da Casa Civil a companheira Vanda – ou Luísa, ou Patrícia, como quisermos -, portadora de folha corrida invejável. Ou, finalmente, Dilma Roussef.

    Mineira de Belo Horizonte, Dilma nasceu em 1947 e passou a militar na organização marxista Polop (Política Operária) aos vinte anos. Confirmando minha tese de que as ideologias se transmitem por via uretral, foi recrutada pelo noivo e depois marido Cláudio Galeno de Magalhães Linhares. Com as primeiras prisões, do Polop foi para o Colina (Comando de Libertação Nacional), outra guerrilha marxista. Ensinou marxismo, participou na organização de três assaltos a banco e subiu para a direção do Colina. Dados os rachas típicos das organizações de esquerda, acabou passando a militar na VAR-Palmares, liderada pelo terrorista Carlos Lamarca.

    Com o marido tendo de migrar para Cuba, em um vôo seqüestrado em 1970, tornou-se companheira de Carlos Franklin Paixão de Araújo, militante da VAR, advogado e ex-deputado estadual pelo PDT gaúcho. Foi presa em 1970 e só saiu da cadeia no final de 1973. Nestes dias em que folha corrida é sinônimo de currículo, não é de espantar que Dilma hoje tenha em mãos a condução do governo do homem mais moral e ético de toda a História do Brasil.

    Nos dias de sua posse, a Folha de São Paulo publicou entrevista inédita, feita em 2003, na qual Dilma reconhece os erros da opção pela luta armada e relata sua experiência como torturada. Estranha forma de reconhecer erros, já que na entrevista a novel ministra diz orgulhar-se dos ideais da guerrilha. E é com indisfarçado orgulho que a ex-guerrilheira, torturada pelos militares, narra seus padecimentos. Foi submetida a socos, à palmatória, pau-de-arara, choques elétricos. Onde? – pergunta o repórter.

    – Em tudo quanto é lugar. Nos pés, nas mãos, na parte interna das coxas, nas orelhas. Na cabeça, é um horror. No bico do seio. Botavam uma coisa assim, no bico do seio, era uma coisa que prendia, segurava. Aí cansavam de fazer isso, porque tinha que ter um envoltório, pra enrolar, e largava. Aí você se urina, você se caga todo, você…

    Dilma se despe e se expõe ao olhar público, inter feces et urinam, nua, indefesa e degradada. Mas como tudo vale a pena se a alma não é pequena, conclui a ex-guerrilheira, hoje ministra:

    – De toda forma, eu acho que a minha geração tem um grande mérito, que é o negócio da Var-Palmares: “Ousar Lutar, Ousar Vencer”. Esse lado de uma certa ousadia. A gente tinha uma imensa generosidade e acreditávamos que era possível fazer um Brasil mais igual. Eu tenho orgulho da minha geração, de a gente ter lutado e de ter participado de todo um sonho de construir um Brasil melhor. Acho que aprendemos muito. Fizemos muita bobagem, mas não é isso que nos caracteriza. O que nós caracteriza é ter ousado querer um país melhor.

    É a versão tupiniquim do cogito cartesiano. Penso, logo existo – formulou Descartes, como se fosse necessário recorrer a premissa tão simplória para concluir que existia. O cogito tupiniquim é mais sofisticado: fui torturada, logo tenho razão. Lutei a luta errada. Mas se fui torturada, a razão é minha. Ora, neste país em que le fond de l’air est rouge – como se dizia na grande partouse francesa que foi 68, este exótico silogismo pega e pega forte. O companheiro Daniel e a camarada Vanda, dois celerados que arriscaram suas vidas para transformar o Brasil num inferno socialista, são tidos hoje pela grande imprensa como dois heróis remanescentes do século passado. E se assim são tidos pela grande imprensa, assim são assimilados pelo grande público. Que mais não seja, foram designados para a Casa Civil pelo homem mais moral e ético da nação.

    Durante as cerimônias de transmissão de cargo, Daniel e Vanda se jogaram flores a granel. “Camarada de armas” – saudou o companheiro Daniel. Camarada Vanda mandou o elevador de volta: “Conheci meu querido companheiro de lutas há 40 anos, como líder estudantil”. Como se ambos algum dia tivessem pegado em armas para defender o que quer que fosse. Dirceu e Dilma fizeram treinamento de guerrilha, isto é verdade. Dirceu em Cuba e Dilma em país que prefere não revelar. Militaram em movimentos armados, é verdade. Mas não temos notícia nenhuma de que tenham participado de combates.

    A prática de assumir diferentes identidades não é imune a certas distorções psíquicas. À força de assumir biografias diferentes, o guerrilheiro passa a acreditar nas vidas fictícias que construiu e acaba assumindo uma delas. Como mentalmente ainda vivem em época anterior à queda do Muro e à dissolução da União Soviética, Dirceu e Dilma ainda crêem que pegar em armas para lutar pelo comunismo é tarefa nobre. Ao saudar a “camarada de armas”, Zé Dirceu não regrediu apenas os quarenta anos que nos separam de 64. Regrediu o século e mais alguns anos que nos separam das ideologias sanguinárias do século XIX. E o homem mais moral e ético de todos os tempos do Brasil afundou-se ainda mais em suas contradições.

    “O mineiro só é solidário no câncer” – dizia Otto Lara Resende. Enganou-se. Otto, cidadão mineiro, não testemunhou os alvores do século XXI. Os mineiros são solidários também na estupidez. Ou, pelo menos, estes dois.

    – Enviado por Janer @ 12:22 PM ”

    Ou, no mesmo lugar:

    “ESTADÃO FAZ JORNALISMO SAFADO (2)

    (Trechos fundamentais do depoimento do Coronel Lício Augusto Maciel, suprimidos na reportagem de Denise Madueño)

    Então, o Genoino foi mandado para Xambioá preso. A essa altura ele já deixou de ser detido para ser preso, e falou tudo sobre a área. Quando eu olhei para ele e disse: Você não tem mais alternativa porque aqui está a mensagem. Ele disse: Eu falo. Eu disse: É bom você falar.Genoíno, olha no meu olho, você está me vendo. Eu te prendi na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não te demos uma facãozada, não te demos uma bolacha, coisa que me arrependo hoje. (Palmas.). Um elemento da minha equipe, fumador inveterado, abriu um pacote de cigarro, aproveitou aquele papel branco do verso, surgiu um toco de lápis não sei de onde, e o João Pedro começou a anotar o que o Genoíno falava fluentemente nervoso como estava, começou a falar. Eu me levantei do chão, fui até o córrego meio próximo para beber um pouco dágua. Voltei, o papel estava cheio, toda composição da guerrilha nomes, locais, Grupo C ao sul, Grupo B da gameleira, perto de Santa Isabel, e Grupo A perto de Marabá. Eram os três grupos efetivos que eles presumiam completar trinta homens por grupamento e mais um grupo militar comandado por Maurício Grabois. Eu peguei aquele papel e ainda comentei com ele: pô, meu amigo, tu é um cara importante desse negócio aí, hein? E mandei o Geraldo para Xambioá.

    ………………………

    Triste notícia veio depois. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 km de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque ao olhar para ele me lembrei do meu filho que tinha a mesma idade. Então eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações ou já desconfiava.
    O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram. Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado, toda Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antonio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz. Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antonio Pereira. Cortaram a segunda orelha, o rapaz urrava de dor, e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e no final deram a facada que matou João Pereira.
    Esse relatório está escrito no CIE, porque foi escrito por mim, e eles não abrem para os historiadores com medo que isso apareça. Pois bem. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, a fim de servir de exemplo aos outros moradores para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas. Foi o crime mais hediondo que soube, nem na guerra da Coréia e do Vietnã fizeram isso. Algo parecido só encontrei quando trucidaram o Tenente Alberto Mendes Júnior. O tenente se apresentou voluntariamente para substituir dois companheiros que estavam feridos, a turma do Lamarca pegou o rapaz trucidou, castrou e o obrigou a engolir os órgãos genitais.
    ………………………

    Quando me agachei ela me atirou à queima roupa. Me deu um tiro na mão e acertou na face, que atravessou o véu palatino e se encaixou atrás da coluna, e eu caí. O outro tiro que ela deu acertou o braço do Capital Curió, Subcomandante da minha equipe. O resto da minha equipe revidou, claro. Encerrada foi a carreira de bandida da Sônia, nome da guerrilheira.

    Denise Madueño cita apenas as duas últimas frases. Escreve que a guerrilheira atirou, mas omite os ferimentos nos dois militares: ?Ele disse que, depois disso, ela recuperou a arma e atirou nele e no coronel Curió. “O resto da minha equipe revidou, claro. Encerrada foi a carreira da bandida Sônia, nome da guerrilheira”, disse.
    ……………………….
    Triste constatar que um jornal como o Estadão permite tais manipulações de notícias.

    – Enviado por Janer @ 12:27 AM ”

    Aparentemente, política não tem nada a ver com crime, mas no caso brasileiro, tem.

    Vai haver nova eleição.
    E agora, José?

  5. O Lula está de namoro com o presidente da França. compram tecnologia ultrapassada e cara do primeiro mundo e junto vai o financiamento vem o pacote de financiamento para comprar politicos. o aeromovel é muito barato e nao vale a pena para os interesses envolvidos. colocaram um trem em brasilia que faz a mesma coisa do aeromovel, só com uma pequena diferença. o aeromovel é 65% mais barato para o contribuinte!!!
    isto ninguem quer saber. é revoltante!!

    Leandro – Poa _RS.

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