CarFree Cities

Imagem encontrada em http://www.carfree.com

Não faltam idéias para melhorar o mundo. O que falta aos mocinhos é hegemonia (e a organização/disciplina necessária para alcançá-la).

Um post recente do Ecoblogs, escrito pelo Rodrigo Barba, trouxe uma dessas idéias: o conceito de CarFree City, ou “cidade sem carros”, apresentado por J. H. Crawford em um livro que pode ser encontrado nas melhores Amazons do ramo.

Realmente, qualquer um que ande pelas ruas das nossas cidades às 7h30min ou às 19h (ou a qualquer hora do dia) percebe que carros e cidades não combinam. O “espaço vital” urbano deveria ser um território livre de carros e conectado por meios mais eficientes – e coletivos –  de transporte. Automóveis em demasia poluem mais, gastam mais combustível,  provocam mais acidentes, geram mais barulho e ocupam mais espaço para transportar menos gente.

É ano de eleição. Que tal enviar o link do site do projeto ao seu vereador/prefeito?

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4 comentários em “CarFree Cities”

  1. O conceito é ótimo, porém pensar nas cidades q ainda serão construídas não é suficiente. É necessário atacar em todas as frentes para estimular o uso do transporte público, desde melhorando a qualidade dos veículos, até com campanhas que trabalhem a cultura do brasileiro, dissolvendo aos poucos a idolatria ao carro.

    Em tempo: Gostei do site, tem mt conteúdo. Só senti falta de mais sugestões práticas… São poucas pessoas com cabeça boa nesse mundo, o q aumenta sua responsabilidade, rs… Abs!

  2. Concordo que construir cidades inteiramente novas é utopia, Lucas. Mas o conceito poderia ser usado para criar espaços livres de automóveis dentro das cidades que já existem. Aos poucos, esses espaços podem ser ampliados

  3. Não creio que o problema do transporte seja mera questão ideológica, ou preferência do usuário. Em um livro bem interessante, que virou filme fraquinho, o Fast Food Nation, num determinado capítulo o autor explica que o nascimento das redes de lanchonete drive-thru se deveu à cultura do carro, e que esta nasceu por força dos fabricantes de automóveis, que compraram e quebraram as companhias de bondes e trens elétricos que existiam. E que a ideologia do caro particular está estreitamente ligada à urbanizaçao especialmente da California, cujo modelo essa proposta de urbanização que você indicou vem justamente quebrar.
    A transferência de custos de manutençao do transporte, do empresário para o consumidor é que foi a chave dessa mudança, pois agora são os donos dos carros que arcam com a compra, abastecimento, manutenção, danos por desgaste, e ainda por cima pagam impostos e pedágios altíssimos para a conservaçao das vias, enquanto na época dos bondes, os custos de manutenção, inclusive das linhas, era todo do empresário.
    No transporte público, o usuário paga somente pelo uso, e esse modelo não convém ao Capital.
    O sucateamento do transporte urbano é um problema das empresas, que não oferecem segurança nos veículos, conforto, treinamento adequado e respeito aos usuários. E não vejo ninguém falando em revitalizar esse setor, aumentar a concorrência para exploração das linhas, etc. É um setor fechado, mal-explorado.
    Anos atrás, em Brasília, as empresas de ônibus chegaram ao cúmulo de culpar os passageiros gratuitos pelas deficiências dos veículos. É de um cinismo tão absurdo que não entendo como é que nessa época de caça às bruxas isso continue quieto.
    Se me der a opção de usar um transporte público onde eu possa entrar bem-vestida e sair sem estar amarrotada, com meus filhos nas mãos, evidentemente que eu o preferiria a pagar um carro. Mas não, isso não existe, e nas cidades em que morei, apenas o metrô do Rio de Janeiro era algo aceitável e mais ou menos civilizado.
    Falta apenas honestidade. Não vejo nenhum empresário do setor viário dar as caras para oferecer uma boa proposta, nem governo nenhum falar abertamente sobre isso.

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