Carnaval – Diário de um sobrevivente (1)

Ontem, avistei no ponto de ônibus um espécime novo (para mim): um animador de desfile.

Era um negro alto, de calça jeans, camisa e sapatos pretos e sociais, segurando um estojo de violão. Ele estava com uma amiga, falando sobre a banda em que ele toca e sobre o passado criminoso de um dos membros do grupo. Pareceu-me um tipo extremamente educado e cortês.

Descobri que se tratava de um animador de desfile (daqueles que ficam em cima do carro de som, puxando o samba-enredo) quando, ao se despedir dela, ele disse:

— Vamos entrar na Avenida quinze pra meia-noite. Assiste…

Eu fui pra casa pensando: “Preciso achar um bom filme na locadora.”

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