Publicado por: Eduardo em: 5 Outubro 2008
Toda eleição é uma oportunidade que o povo tem para chutar o traseiro tirar do poder os filhos da puta corruptos, os ineficientes, os mal intencionados.
Li certa vez, não lembro onde, um adágio árabe que era mais ou menos assim: “Se eu te enganar uma vez, a culpa é minha. Se eu te enganar duas vezes, a culpa é tua”.
Pois bem. A grosso modo, qualquer eleitor pode ser ludibriado e qualquer bom candidato pode se mostrar um pústula, com o tempo.
O inadmissível, o lamentável, o que faz com que eu ache esse país ainda mais merdal é que o nosso povo sempre vota nos boçais, depois esquece em quem votou, não acompanha lhufas do que eles fazem quando no poder, e dois anos depois vota nos mesmos pusilânimes, e/ou em seus filhos, netos, sobrinhos, irmãos, esposas e assemelhados.
Somos, ainda, uma monarquia. Quantos eleitos neste domigo são filhos, netos, sobrinhos, irmãos, esposas, bisnetos de políticos? O que qualifica um filho de político para concorrer a um cargo público? Uma das vereadoras eleitas em Porto Alegre (com a SEXTA maior votação) distribuía santinhos com o seguinte slogan: “Vote na neta de Brizola” (sua formação cultural, intelectual, moral, sua atuação como profissional e cidadã não vêm ao caso; o importante é o sangue).
E por aí vai.
A lista de absurdos é tão grande que estouraria a minha cota de espaço no servidor do WordPress.
Se a voz do povo é a voz de Deus, então Deus não entende muito de política - pelo menos, não de política brasileira.
6 Outubro 2008 às 9:14 pm
Como sou frequentador deste, posso levar como recado ( TAMBÉM ) para mim o que está dito aqui. As pessoas em quem votei não se enquadram na adjetivação usada no texto acima. Seria se tivesse votado nos outros…
Ambos foram eleitos (prefeito e vereador) com total mérito. ( Acho que se faz coro com a grande imprensa generalizar: que todo político é corrupto, é fdp…)